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178 ANOS DA POLÍCIA CIVIL: há o que comemorar?

Data da Noticia 03/12/2019

Na data de 03 de dezembro de 2019 a Polícia Civil completa 178 anos de história, servindo e protegendo todos os gaúchos e gaúchas. Uma instituição que tem muito o que comemorar e se orgulhar de seus feitos no combate diuturno contra o crime, mas que na atual situação, alvo preferido do Governo Leite, não possui muito estímulo para os festejos.

                        O atual governo gaúcho possui, teoricamente, a segurança pública como sua principal bandeira, porém tal realidade se concretiza, somente, com efetivo necessário para cumprir minimamente a “previsão legal para trabalhar”, bem como qualificação, incentivo e valorização dos policiais que colocam a própria integridade e da família sob risco constante para proteger o patrimônio e a vida da população.

            Em dezembro de 2018 foi homologado um concurso público para agentes da Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul com 1.200 vagas.  O certame se estendeu por quase um ano, composto por várias fases, dentre elas as provas objetivas, redação, testes físicos, psicológicos, psiquiátricos, bem como a inspeção de saúde. Entre os mais de 40 mil candidatos que realizaram o concurso, apenas 2.418 foram aprovados em todas as fases e a defasagem atual é de cerca de 4 mil agentes.

            Além do déficit histórico de falta de policiais civis, o governador Eduardo Leite culpa os servidores públicos pelos problemas financeiros do estado gaúcho e propõe um pacote de medidas que desestruturam e desqualificam os servidores, barrando as promoções, retirando a integralidade das aposentadorias dos policiais civis, modificando a cobertura à saúde, elevando a contribuição previdenciária a números exorbitantes, além de outras medidas que prejudicam não só os policiais mas a segurança pública como um todo.

            A luta pela segurança pública, pelo chamamento dos aprovados no concurso, pela valorização, pelo incentivo não é apenas da Polícia Civil, mas sim de toda a população gaúcha que se encontra impotente, refém em seus próprios lares diante do crime que cresce. A falta de policiais civis, as delegacias fechadas ou com apenas um policial é bom apenas para o criminoso. A segurança da nossa casa, da nossa cidade, do nosso estado depende do apoio da sociedade em cobrar sempre os governantes.

           

  • Autor: Adilson Júnior Pilotto - Colunista
  • Imagens: Internet ilustrativa

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