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Onde Está o Déficit na Previdência?

Data da Noticia 25/03/2019

Fala-se muito no déficit da previdência, que ela está quebrada e é necessária uma ampla reforma, aumentando o tempo de contribuição bem como estabelecer uma idade mínima absurda (62 anos para mulheres e 65 para homens). Mas será mesmo que o argumento do governo é compatível com a realidade? Será mesmo que o fato de as pessoas viverem mais, e, portanto ganhando mais dinheiro do INSS está quebrando a previdência? Vejamos...

Bom, atentemos para o trabalho informal, onde o jornal O Globo do dia 16 de outubro de 2018 diz que 37 060 milhões de brasileiros estão trabalhando na informalidade, ou seja, sem registro, sem carteira assinada. Somemos isso aos desempregados, que já somam 12,2 milhões (Site G1 do dia 31 de janeiro de 2019). Para tanto, são quase 50 milhões de pessoas que não estão contribuindo. Nesse sentido, é necessário que se gere mais empregos com carteira assinada para aumentar as receitas da previdência.

Depois ainda existe a DRU, que são as desvinculações de receitas da união para o pagamento de encargos financeiros (leiam-se pagamentos de juros da dívida pública não auditada para banqueiros e especuladores que não produzem uma agulha sequer). Assim sendo, 30% do orçamento da saúde, educação e seguridade social pode ser desvinculado para o pagamento dos juros abusivos da dívida pública, enchendo cada vez mais os bolsos do baronato às custas do povo pobre e trabalhador que não verá sua aposentadoria.

A maior parte do orçamento da previdência social vai para aposentadorias de militares, juízes e políticos (e nessas talvez não haverá mudanças radicais). São aposentadorias grandes e que tomam a grande parte do orçamento da seguridade social, deixando o trabalhador para pagar a conta.

Por fim, ainda há uma dívida muito grande por parte das grandes empresas e bancos que somam R$ 450 bilhões de reais. Digam-me, que fundo de seguridade se sustenta com tantos devedores? O povo trabalhador vai ter que pagar a conta desses grandes empresários e banqueiros? Isso é um crime!

            Imagine trabalhadores da área de segurança pública ou privada se aposentando aos 65 anos, ou mulheres que trabalham no campo tendo que trabalhar até os 60 anos. Diziam que a reforma trabalhista ia criar seis milhões de empregos, mas o que vemos é o aumento do desemprego. Agora prometem oito milhões de empregos novos. Será mesmo?

 

Há muito o que se falar; a questão do modelo de capitalização que está deixando idosos chilenos sem poder comprar remédios; das aposentadorias acima do teto constitucional por parte do judiciário, ou ainda das pensões das filhas dos militares e dos privilégios por parte da classe política.

Deixo aqui a meu repúdio a essa reforma que vai tirar o direito de tantos outros de se aposentar, enquanto os grandes barões, que não precisam do INSS pois são detentores de títulos da dívida pública com um grande valor, seguirão suas vidas tranquilamente sem precisar acordar cedo.

 

 

Aqui estão algumas fontes dos dados que citei acima:

https://oglobo.globo.com/economia/quatro-em-cada-dez-brasileiros-com-trabalho-estao-na-informalidade-22935777

 

https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/01/31/desemprego-fica-em-116-em-dezembro-diz-ibge.ghtml

 

https://www12.senado.leg.br/noticias/entenda-o-assunto/dru

 

https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2017/10/23/empresas-privadas-devem-r-450-bilhoes-a-previdencia-mostra-relatorio-final-da-cpi

 

  • Autor: Adilson Piloto Junior
  • Imagens: Divulgação/Internet

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