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Que papelão, literalmente!

Data da Noticia 30/03/2017
Pagamos quanto eles querem para comer o que eles querem.

Começa a baixar a poeira, parte dela, levantada pela Operação Carne Fraca. Não escrevi de imediato sobre ela porque toda novidade é turbulenta; e após certo tempo tudo fica mais claro. A fraude na indústria de carnes é apenas uma entre tantas; e, no fundo, todos nós já sabíamos. Mas o escândalo nos toca de outra forma quando se trata de comida. Comida é necessidade, cultura, lazer e confraternização; comida é saúde.

Estou certo de que as empresas corruptas e irresponsáveis envolvidas no esquema são absoluta minoria, felizmente. Porém, em suma, nós (população brasileira) pagamos quanto eles querem para comer o que eles querem. Não afirmo isso apenas sobre a carne, e sim sobre o industrializado de cada dia. Nunca imaginei que papel e carne podre custariam tanto. E preço é uma questão crucial. A cotação está nas mãos de quem controla também a qualidade; o meio de uma corda que se rompe nos dois extremos: o produtor, que recebe pouco pela carne de qualidade, e o consumidor, que paga muito por carniça maquiada.

Somos felizes nós, moradores de pequenas cidades, que conhecemos de nome e caráter os produtores, beneficiadores e vendedores de carne. Vá ao açougue de qualquer supermercado de nosso município e compre carne fresca e de ótima qualidade. Nem todos tem o privilégio que temos.

 

Gerson Dickel, nascido em 21/01/1997, em Viadutos, é locutor, repórter, redator e colunista da rádio Comunidade FM. Cursa graduação em Letras – Português e Espanhol pela FAEL (Faculdade Educacional da Lapa).

 

Todo o conteúdo desta coluna é de total responsabilidade de seu autor(a)/publicador(a)!
  • Autor: Gerson Dickel
  • Imagens: Ilustrativa


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