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Sobre a democracia

Data da Noticia 06/05/2018

“Observou-se que o homem diante do perigo imediato raramente permanece ao mesmo nível; eleva-se, ou tomba muito abaixo. O mesmo acontece com os ovos. Os perigos externos, em lugar de elevarem uma nação, acabam, às vezes por arrasá-la; desencadeiam-lhe as paixões, sem dirigi-las, e perturbam-lhe a inteligência, longe de esclarecê-la”.

O trecho acima é uma citação da obra A Democracia na América, do pensador francês Alexis Tocqueville. Partindo dessa ideia, gostaria de fazer um paralelo sobre os riscos de se deixar guiar a nação a mercê de nossas paixões. Sobre o termo paixões, me refiro àquilo que contrário ao que é factual racional e científico. É serem levadas unicamente a seguir as próprias convicções esquecendo-se de toda a complexidade de um Estado Democrático de Direito.

Realmente os dados nacionais são alarmantes e até causam desesperança. Em seu artigo “As Eleições de 2018 e a Não Democracia” o professor Aldo Fornazzieri nos traz dados minimamente desconfortáveis: metade do país vive com até um salário mínimo, a média salarial do brasileiro é de R$ 1268,00, 50 milhões vivem na linha da pobreza e ainda 15 milhões vivem na miséria.

Antes de falar sobre os riscos da democracia, vou me debruçar um pouco sobre ela vem a ser. Democracia é um regime onde o poder é exercido pela via do povo, e que visa minimizar as desigualdades de toda uma sociedade, é o regime do voto universal, das liberdades (seja a liberdade de imprensa, liberdade religiosa, liberdade de gênero). Juntando os dados do professor Fornazzieri, há de se fazer alguns questionamentos: existe democracia para as 15 milhões de pessoas na miséria? Qual participação ou contribuição social ou científica elas podem dar quando não se tem um prato de comida na mesa? Eles exercem algum tipo de soberania?

Para tanto, é suscetível que com todas essas dificuldades as pessoas fiquem desiludidas. Com os preços altos fica cada vez mais caro comprar o pão de cada dia, abastecer o carro e pagar as contas e a violência nos causa medo a cada dia. Isso abre margem para discursos salvacionistas e messiânicos, que muitas vezes desconsideram preceitos democráticos, de pessoas que dizem resolver, com frases simples, como num passe de mágica, os complexos problemas do Estado brasileiro.

 

Adilson Junior Pilotto é natural de Viadutos e morador desta cidade. É formado em Filosofia e atualmente cursa História na Universidade Federal da Fronteira Sul, em Erechim. Trabalha como auxiliar de disciplina na Escola Municipal de Ensino Fundamental Luiz Badalotti, também situada em Erechim. Adilson Junior Pilotto é natural de Viadutos e morador desta cidade. É formado em Filosofia e atualmente cursa História na Universidade Federal da Fronteira Sul, em Erechim. Trabalha como auxiliar de disciplina na Escola Municipal de Ensino Fundamental Luiz Badalotti, também situada em Erechim.

  • Autor: Adilson Junior Pilotto
  • Imagens: Ilustrativa

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