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Um desabafo: seu amigo não é fascista!

Data da Noticia 17/12/2018

Existe um exagero no uso do ter “fascista”. Toda e qualquer pessoa que não adere uma certa linha de pensamento é taxada sem nenhuma preocupação com fatos históricos ou mesmo sem rigor nenhum sobre qual é o legítimo significado da palavra. Quem pensa diferente é fascista e pronto! Para tanto, a esquerda, e principalmente a esquerda universitária, agarrou com as duas mãos esse termo, apontando o dedo para tudo e todos que não siga a sua linha de pensamento (seja ele negro, mulher, trabalhador ou qualquer um que seja).

O candidato Jair Bolsonaro venceu as eleições com 55% dos votos válidos. Quer dizer que todas essas pessoas são fascistas? Todas elas são mal intencionadas? Cheios de ódio pelas minorias e pelos trabalahdores? Realmente são todos assim? Será que as pessoas não estavam com medo? Medo das drogas e do traficante batendo à sua porta. Medo de sair na rua e ser assaltado ou morto. Medo de ter suas casas invadidas e perder o que fora conquistado com suor. Bolsonaro tocou sem cessar nesse discurso, as pessoas se sentiram seguras ante as palavras dele.

Trabalhadores não são fascistas (muitos nem sequer sabem o que isso significa). As pessoas acordam às 6:00 da manhã, ralam e se esforçam para conseguir o pouco que tem. Como dito, Bolsonaro tocou nessa fragilidade. Usou isso durante a campanha (e, diga-se de passagem, usou muito bem). Não que a violência vá mudar lá grandes coisas (ao menos acerdito que não por inúmeros motivos que não cabem aqui neste texto) e talvez a criminalidade não diminua nem sequer uns 5% (previsão minha, concorde quem quiser). Ainda houve uma onda gigante de fake news (sim, o chamado “kit gay” e a mamadeira de orgão sexual masculino são notícias falsas, acreditem vocês ou não). Essas notícias tocaram em muitas fragilidades das pessoas. Muitas já sem emprego e com poucas perspectivas ficaram com medo de perder sua religião ou de seus filhos serem obrigados a virarem gays (sim, muitas pessoas têm medo disso e não adianta apontar o dedo pra elas nem chamar de qualquer coisas. Isso só piora a situação). Vivemos em um pais formado por mais ou menos 85% de cristãos. É fato que as pessoas vão ter medo desse tipo de coisa (ainda mais quando já estão fragilizadas por conta do desemprego e da violência).

Por anos (diga-se de passagem uns 14 anos) a esquerda esqueceu de fazer trabalhos de base, conversar com as comunidades, nos bairros, nas periferias. Esqueceu das reformas que iriam desonerar o peso da conta do Estado que cai em cima dos pobres, como a regulamentação da taxa sobre grandes fortunas e uma reforma tributária solidária e que vise manter o pobre na linha de consumo.

Então, caros amigos de esquerda, seu tio, seu vizinho, seu amigo ou qualquer outra pessoa próxima, não são fascistas, não fazem parte do exército de Mussolini; eles apenas estavam com medo e pouca (quando não falsa) informação. Há de se olhar para dentro de si e rever os erros.

 

Por Adilson Junior Pilotto.

  • Autor: Adilson Junior Pilotto
  • Imagens: Ilustrativa

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