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COVID – 19 – QUE TAL A VERDADE EM VEZ DE MITOS!

Data da Noticia 28/04/2020

CIÊNCIA É VIDA

Conforme números atualizados sobre o Covid-19, pela Universidade Johns Hopkins (Baltimore, EUA), em 27 de abril de 2020, às 09:11 este vírus já ceifou 206.622 vidas mundo a fora do natal até aqui. Ao contrário da versão I do Covid que em 2002 matou quase 800 pessoas, em 27 países, diferente do Covid versão II que em 2012 (iniciado na Arábia Saudita) matou quase 900 pessoas em 32 países.

É preciso ter humildade nesta hora, para reconhecer que o tamanho desta pandemia, faz com que devamos reforçar a esperança pela via da ciência e do conhecimento científico. Suponho que o número de mortes poderá ser maior do que está sendo anunciado e não menor, tanto no Brasil, quanto no mundo. Nosso sistema de saúde, não trata com clareza absoluta ainda, de quais tratamentos deverão ser utilizados de forma “mais padronizada”. A Cloroquina (usado p/ tratar malária) hidroxicloriquina (p/ tratar Lúpus) e suas associações com azitromicina (antibiótico), Remdesivir (Ebola), Liponavir/Ritonovir (antivirais usados p/ HIV), Interferon Beta 1. B (usado p/ esclerose múltipla), Tosilisumab (artrite reumatoide e idiopática); Como estes medicamentos serão utilizados? Caso a caso? em que momento? será que estaremos diante de um dos maiores laboratórios experimentais, desta vez diretamente com seres  humanos?

Há a estratégia do plasma convalescente (retirada de paciente que ficou imune p/ tratar paciente de convid - 19, no geral em estado grave); Há possibilidade do uso das células tronco - igualmente promissora. Há possibilidade de vacinas, pois 3 países já sequenciaram o DNA do vírus (EUA, CHINA, BRASIL, REINO UNIDO) e em pleno teste com seres humanos (não com ratos), o que é muito bom e promissor. Há a técnica muito recente no Brasil, anunciada na semana de 20 a 24 de abril/20, do uso de anticoagulante para estancar ou impedir a formação de coágulos na região pulmonar e controlar a evolução dos quadros de “falta de ar”(teste realizado em 27 pacientes brasileiros, com COVID – 19 e sucesso pleno nos 27 casos), sendo até então uma das maiores descobertas recentes, a partir de pesquisadores de universidades públicas brasileiras.

Então, para dirimirmos tantas dúvidas, precisamos de TEMPO. No entanto, enquanto tudo isto acontece em nossa ciência internacional, ocorre a falta de leitos completos com respiradores e profissionais capacitados p/ operar com este procedimento invasivo mas necessário, falta de EPI's, falta de motivação aos profissionais da saúde. Os protocolos de atendimento vão se ajustando conforme a onda chega, em cada lugar, estado, cidade; Há a possibilidade dos hospitais menores investirem míseros recursos na aquisição de ventiladores pulmonares p/ uso da técnica de VNI (estágios iniciais, incluindo curas) e cápsulas protetoras para proteger pacientes contaminados e evitar contaminações dos profissionais da saúde, que muitas vezes não tem EPI’s suficientes.

 Portanto, é hora dos empresários e políticos especialemente apostarem na ciência, no cuidado e por que não dizer na ética do cuidado (tanto enfatizado por Leonardo Boff), e nosso país voltar a acreditar e apostar na ciência. É mais do que hora de todos (as) usarmos de forma correta máscaras, na rua, na loja, no mercado, aliás, nem deveríamos ir aos mercados; peça seu rancho, compra e as retire na porta; quando isto for possível claro; é hora das prefeituras se envolverem na confecção de EPI's e máscaras junto aos mais necessitados, pulverizar ambientes, fazer campanhas mais intensivas sobre os métodos de controle e prevenção.

Os mercados, supermercados, lojas, escritórios, consultórios e os mais diversos locais de atendimento ao público precisam entender que este vírus é transmitido também de forma indireta. Um grupo de pesquisadores chineses (Cai, Jing; Sun, Wenjie; Huang, Jianping; Gamber, Michelle; Wu, Jing; Ele, Guiqing), investigaram formas de contaminação em shopping center em Wenzhou (China) e os dados indicaram que ocorreu a transmissão indireta do vírus causador, resultante da contaminação por objetos comuns, aerossolização do vírus, dispersão deste em espaços confinados ou de múltipla circulação de pessoas sistematicamente (locais de ampla entrada e saída de pessoas) ou ainda pela disseminação de pessoas infectadas e assintomáticas (portadoras do vírus, porém sem sintomas), este trabalho científico foi publicado em 12 de março de 2020.

Logo, em qualquer estabelecimento comercial, onde ingressam 100 a 200 pessoas/dia, ou menos, poderá se transformar em foco de contaminação, caso não tomar cuidados com higienização permanente dos ambientes (várias vezes ao dia), proteção e uso de EPI's aos funcionários, checagem e cuidados com as mercadorias que chegam por fornecedores.

Falo isto tudo, pois me dei o trabalho de ler nos últimos dias, periódicos internacionais sobre o tema, publicados em revistas científicas renomadas como emerging infectious diseases, clinical infectious diseases, life sciences, Antiviral Research Magazine; Que conclusões pode-se tirar disto tudo, com base na CIÊNCIA PURA:

1) Pesquisadores americanos apontam que esta versão do COVID-19, não possui nenhum indício científico de que possa ter sido produzido, inventado, fabricado em laboratório (a exemplo das falácias que andam por aí) e sim por mecanismo de seleção natural. 2) O isolamento social é uma recomendação internacional da ciência, da OMS e das publicações lidas, para contenção do avanço desenfreado e desequilibrado da doença, evitando superlotações e colapsos dos sistemas de saúde. Portanto, não vale a pena vc se arriscar, achando que se ocorrer logo, com vc e sua família ainda tem leito. Não estamos em competição, quem chega antes ou depois. Precisamos proteger uns aos outros.

3) Quanto mais tempo tivermos para a busca científica de soluções, que não apenas via cloroquina (pois é paliativa, tem vários efeitos colaterais, irregularidades de respostas, seletiva), melhores resultados e mais promissores poderemos ter por meio de vacinas, remédios, coquetéis eficazes, mais vidas serão salvas. Acredito que o verdadeiro DEUS protege vidas e não as coloca em risco.

4) Os municípios, bem como o estado precisam adotar medidas de auto controle e rastreabilidade dos focos e pontos de possíveis contágios. Estabelecendo níveis diferentes de controle e proliferação, por meio de vigilâncias sanitárias e de brigadas, adotando MEDIDAS ORIENTATIVAS E TAMBÉM PUNITIVAS (não há saída, sem adotá-las), será necessário endurecer as medidas e restrições.

5) Os estudos e testes na área do combate ao vírus estão avançando de forma rápida, não o necessário para conter tantas mortes, mas quem sabe o suficiente para conter as milhares que estão por vir.

6) Importante que as instituições possam andar para a mesma direção e sentido, cujo inimigo pudesse ser um só neste momento; mas não isto que aparece no caso do Brasil. Alias, os "achismos" e excessos de voluntariedade de opiniões sem conhecimento constituído (científico), mais atrapalham que ajudam e acabam impactando e se sobressaindo sobre as tomadas de decisão que deveriam guiar-se pela ciência.

Por fim, sempre soube que para uma empresa privada, 03 ou 04 meses se parece com uma eternidade e entendo as razões, até por que já trabalhei em empresa privada; Mas a ciência tem seu curso normal e muitas vezes, por esta razão, na contramão dos interesses econômicos. Por isso que as questões relacionadas a Vida x Economia, nem sempre se cruzam ou podem andar juntas. Nos resta ajustarmos os ponteiros entre a vida e a morte. Sensatez, humildade, crença, paciência e cada um fazendo a sua parte.

Precisamos ter Fé na ciência. Precisamos fazer ciência com Fé. Isolamento e distanciamento social responsável e criativo, mais vidas sobrarão em nossa volta!

 

Prof. Valdecir José Zonin Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS, Erechim RS Área de atuação: Desenvolvimento e Socioeconomia Curso de Agronomia e PPG em Ciência e Tecnologia Ambiental Dr.Agronegócios/UFRGS, Ms.Eng.Prod.Sistemas/UNISINOS, EngºAgrº/UFSM

valdecir.zonin@uffs.edu.br



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  • Autor: Prof. Valdecir José Zonin
  • Imagens: Ilustrativa

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