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Jogos Paralímpicos de Tóquio são abertos oficialmente pelo imperador Naruhito

Data da Noticia 24/08/2021
Como ocorreu nas Olimpíadas, a delegação brasileira foi reduzida devido a Covid-19 e foi composta por dois atletas, um técnico e um dirigente do CPB.

O imperador do Japão, Naruhito, declarou oficialmente abertos os Jogos Paralímpicos de Tóquio nesta terça-feira na cerimônia de abertura no Estádio Nacional, 16 dias depois do encerramento dos Jogos Olímpicos e um ano depois da data prevista inicialmente. 

"Declaro abertos os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020", pronunciou por trás de sua máscara branca o imperador Naruhito, na área das autoridades do estádio, que estava sem espectadores devido ao critério de portas fechadas decretadas para enfrentar a quinta onda da Covid-19 no Japão.

Apenas alguns dirigentes e veículos de informação puderam comparecer à cerimônia e ao desfile das delegações, que representa o ponto de partida de 13 dias de uma exposição midiática incomum para os esportes paralímpicos, já que é esperada uma audiência de quatro bilhões de telespectadores ao longo do evento, segundo o Comitê Paralímpico Internacional.

Até 5 de setembro, 4.400 atletas paralímpicos disputarão as 539 medalhas de ouro em disputa. "Não consigo acreditar que finalmente estamos aqui", disse o presidente do Comitê Paralímpico Internacional (CPI), o brasileiro Andrew Parsons, nesta terça-feira.

"Muitos duvidaram que este dia chegaria, muitos pensaram que era impossível, mas graças aos esforços de muitos, o evento esportivo dotado da maior força de mudança do planeta está prestes a começar".

O Japão apresenta a segunda maior delegação, com 254 atletas, atrás da China, país que liderou o quadro de medalhas em todas as edições desde 2004. A cerimônia, com o tema anunciado "Temos Asas", recriou um aeroporto no Estádio Nacional para as necessidades do enredo: um avião de uma asa só, interpretado por uma adolescente de 13 anos na cadeira de rodas, que no final consegue voar.

O comitê de refugiados abriu o desfile, liderado pelo nadador refugiado afegão Abbas Karimi e a lançadora síria Alia Issa, a primeira mulher a fazer parte dessa delegação. A bandeira do Afeganistão também desfilou, apesar da ausência de seus dois atletas representantes, que não conseguiram chegar a Tóquio devido à tomada de poder pelo Talibã em seu país. Sua passagem foi aplaudida inclusive por uma parte dos jornalistas e autoridades.

O arquipélago japonês registra um recorde de 25.000 casos diários de covid-19 e Tóquio enfrenta sua oitava semana em estado de emergência. Algumas alterações na cerimônia são reflexos dessa realidade: a ausência de atletas da Nova Zelândia ou a redução da presença brasileira para quatro pessoas.

Delegação brasileira

Os medalhistas Petrúcio Ferreira, do atletismo, e Evelyn Oliveira, da bocha, foram os porta-bandeiras do Brasil. Além dos dois, também participaram do desfile a técnica da classe BC4 da bocha e staff da atleta Evelyn, Ana Carolina Alves, e o diretor técnico do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Alberto Martins.

"Neste momento, estou emocionado. Já chorei muito, mas foi um choro de alegria. Estar aqui, representando os atletas brasileiros, me deixa muito feliz. Gostaria que todos os outros atletas estivessem aqui, pulando e dançando, pois os brasileiros são os melhores do mundo. Obrigado, Brasil!", disse Petrúcio, em entrevista ao Sportv, logo após o desfile.

"Estou muito feliz por estar aqui. É uma honra poder representar o esporte paralímpico e todos os atletas brasileiros. Muito obrigado, Brasil", comemorou, Evelyn.



Todas imagens
  • Autor: Correio do Povo & AFP
  • Imagens: Miriam Jeske / CPB / Divulgação / CP

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