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Máscara no rosto e chuteira no pé; a volta dos treinos da Colosso Futuro, a escola de futebol do Ypiranga

Data da Noticia 17/06/2020
Após 90 dias afastados dos treinamentos em função da pandemia, cerca de 60 alunos retornaram aos gramados do Colosso da Lagoa nesta terça-feira.

Quando surgiu a pandemia há três meses, os atletas da escola de futebol do Ypiranga não imaginavam que passariam tanto tempo longe do campo, dos treinos e dos amigos. No dia 18 de março, quando as atividades foram encerradas, não se esperava que demoraria tanto, até chegar o momento de voltar  a treinar.

Conforme os dias foram passando, a ausência nos treinos e a questão do preparo físico começou a preocupar os atletas e também a equipe de profissionais. Assim, um mês depois, diante da incerteza do retorno das atividades e com a volta da normalidade cada vez mais distante, os professores começaram a enviar treinos para que os alunos praticassem em casa. Foi a forma que eles encontraram de manter, na medida do possível alguma forma de treinamento, auxiliando nos exercícios dos atletas em casa.

Mas treinar em casa, sem a presença do professor, dos colegas e de todos os elementos que a escola de futebol apresenta, não é a mesma coisa. É certo que os alunos sentiram falta de tudo isso e que eles contavam os dias para que “este dia” chegasse. Enquanto esta espera se tornava cada vez maior, o clube e os responsáveis pela escola pensavam na melhor forma de trazer de volta os alunos ao campo.

O Treinador Teo Chrysosthemos, explicou que houve uma troca de informações com a CBF, com outros clubes e até mesmo escolas de outros estados e vários protocolos foram analisados. Então, a partir dessas informações, um protocolo foi criado para que o retorno dos alunos de forma segura fosse realmente possível. Este protocolo foi apresentado no dia 1º ao Comitê Municipal de Situação de Emergência para o Covid-19 de Erechim e aprovado alguns dias depois.

O próximo passo era organizar a parte prática e estabelecer as condutas para o retorno. Uma reunião virtual foi realizada com os pais no domingo (14). Nesse momento, foram esclarecidos todos os protocolos para o retorno dos alunos, mas também, ficou combinado que as famílias devem ser participativas e igualmente preocupadas em relação a esses cuidados. Segundo Teo, a rotina de treinos dos alunos será conduzida respeitando todos os cuidados necessários para a prevenção da Covid-19.

E esse cuidado já começa quando eles saem de suas casas.

Um novo elemento foi adicionado ao uniforme dos jogadores e a máscara agora é item obrigatório para os atletas que já vem uniformizados de casa e devem usá-la na chegada, durante o treino até o momento de ir para casa.

O treinador ressalta que provavelmente, a partir da próxima semana, o uso de luvas também será solicitado, já que os alunos menores ainda manuseiam a bola e outros objetos usando as mãos. A entrada é feita pelo campo diretamente; nesse momento é feita a aferição da temperatura, oferecido o álcool em gel para as mãos e em seguida os alunos são encaminhados por um dos 4 professores para um local específico no campo, onde acontecem as atividades. Nesta etapa dos treinos, estão sendo realizados treinos físicos, individuais e cada aluno tem o seu material para uso individual.

O espaço entre os atletas também é um cuidado que está sendo controlado. As turmas são separadas em pequenos grupos, observando o distanciamento entre cada um deles, evitando assim o contato, tornando o treino muito mais seguro. As aulas duram em média 45 minutos e após o término, todo o material é higienizado e desinfetado para que os próximos alunos também possam usar o material. O primeiro dia de treino, nesta modalidade, foi bem tranquilo na avaliação do treinador.

Saudade dos amigos, do treino, perda de ritmo; frustração. 

João Francisco Marianof Milczarek é um menino de 13 anos que frequenta a escola de futebol desde 2016. Depois de tanto tempo, a rotina de treinos já é algo que faz parte da vida dele, sendo assim, nesse período em que ficou impedido de treinar João sentiu muita saudade e também frustração.

Segundo Docimar Milczarek, que é pai de João, esses três meses foram bem complicados. No começo veio a frustração pelo impedimento de participar dos treinos, o fato de não poder treinar com os amigos e professores. Aos poucos João começou a ficar desmotivado. A família valorizou muito o fato de os alunos receberem os treinamentos em casa, mas “treinar sozinho, não é a mesma coisa”. O pai conta que nesse momento, João também percebia que a falta dos treinos estava atrapalhando seu desempenho, já faltava ritmo e o preparo físico foi mudando também.

João Francisco disse que “esse tempo longe dos gramados foi bem difícil, porque treinar sozinho é difícil e eu não tinha vontade de treinar. Agora, eu preciso me esforçar pra voltar a forma que eu estava antes e voltar a competir, viajar e participar das competições como eu gostava.”

Agora com a possibilidade de voltar a treinar na escola João Francisco está mais animado! Ele gosta muito de fazer atividades físicas e o futebol é muito importante para ele. A família se sente feliz com o retorno, entende que é uma situação diferente e valoriza todos os cuidados que a Escola vem tomando para permitir esse retorno. Ressalta que a participação de todos é importante para retomar as atividades da forma mais segura possível.



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  • Autor: Redação Au Online
  • Imagens: Au Online

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