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Médicos do Santa Terezinha param por atraso de 100 dias nos salários

Data da Noticia 08/07/2015
Crise se potencializou por hospital ter passado a ser 100% SUS e não contar mais com alternativas de arrecadação

O corpo médico do Hospital Municipal Santa Terezinha de Erechim paralisou suas atividades nesta quarta-feira (8), em protesto contra a falta de pagamento de salários que há 100 dias está sem receber. Por decisão do Executivo local que transformou a arrecadação do hospital exclusivamente ao SUS, a crise se potencializou em decorrência do canselamento destes recursos por parte do Governo Gaúcho.

De acordo com o diretor clínico do Hospital, Fernando Savegnago, os serviços de alta complexidade, como cirurgias eletivas, entre outros, deixam de ser realizados na instituição.

A decisão foi tomada em razão do atraso dos repasses do contrato firmado com o Governo do Estado. Em nota na manhã desta terça-feira, a direção do hospital afirmou que manterá o atendimentos de urgência e emergência.

Devido ao atraso do Governo do Estado, na gestão anterior e na atual, no repasse de R$ 7.904.681,11, previstos no contrato firmado entre a Fundação Hospitalar Santa Terezinha (FHST) de Erechim e o Executivo Gaúcho, o hospital paralisa os atendimentos por tempo indeterminado.

A medida foi tomada em reunião realizada nesta segunda-feira (29) com a presença da direção do Hospital, Prefeitura de Erechim e o Corpo Médico do Santa Terezinha. A ação visa mostrar ao governador a situação delicada pela qual passa a casa de saúde, que, segundo a Prefeitura, realiza em média, mil atendimentos por dia e é referência em alta complexidade para três Coordenadorias Regionais de Saúde (11a, 15a e 19a).

Os pacientes que dependem dos serviços que serão paralisados deverão ser encaminhados pelo Estado para outros hospitais. Serviços de urgência e emergência serão mantidos, bem como os tratamentos em Oncologia Clínica e Hemodiálise, sem, no entanto, aceitação de novos pacientes. No início do mês de junho, a FHST, em razão de sua situação financeira, já havia suspendido as cirurgias eletivas.

A normalidade do atendimento dependerá do financiamento adequado dos serviços de saúde por parte do Estado, União e Municípios.



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  • Autor: Au Online/Julio Mocellin
  • Imagens: Julio Mocellin

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