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Novo caso de peste equina gera alerta a criadores de cavalo no RS

Data da Noticia 03/06/2015
Caso de mormo foi registrado em Rolante, no Vale do Paranhana

A confirmação de um caso de mormo - uma enfermidade de equídeos que pode provocar a morte – provocou apreensão e criou um estado de alerta entre criadores de cavalo no Rio Grande do Sul. O caso ocorreu no município de Rolante, no Vale do Paranhana. O exame que atestou a doença foi divulgado nessa terça-feira (2).

A partir da confirmação, a Secretaria Estadual de Agricultura elaborou uma nova instrução normativa com ações de prevenção e controle da doença. Primeiro, toda e qualquer suspeita sobre a enfermidade deve ser comunicada imediatamente às autoridades de defesa agropecuária do Estado. Além disso, serão exigidas negativas (exames com resultado negativo para a doença) para que possa haver trânsito de equinos dentro do Estado e também interestadual.

Outra determinação incluída na normativa deverá atingir eventos que reúnem grande quantidade de equinos, como rodeios e competições estaduais.

A Divisão de Defesa Agropecuária determinou que, em função da confirmação do caso de mormo, qualquer evento em que haja aglomeração de equinos exija negativa sobre a doença. Como o exame pode levar até cinco dias para ficar pronto, competições previstas para este fim de semana estão sendo suspensas ou adiadas por organizadores. É o caso de uma das etapas do Freio de Ouro, que deveria começar nesta quarta-feira, em Santo Ângelo.

Organizadores de outros eventos poderão adotar medida semelhante, no caso de não haver prazo suficiente para realização de exames.

O Diretor do Departamento de Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura, Fernando Groff, afirma que as autoridades estão preocupadas em trazer esclarecimentos à população sobre o caso, a fim de não gerar “pânico”. Sobre o contágio, Groff esclarece que a doença não se espalha de maneira simples, porém preocupa pela letalidade.

“A grande maioria dos casos são fatais. A nossa preocupação com a doença é pela gravidade. O contágio não é tão imediato, não basta ter se aproximado ou convivido com o animal. Claro que se houver contato com secreções, isso sim pode gerar contágio. Porém, não se trata de algo como gripe aviária ou suína”, explicou.



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  • Autor: Rádio Gaúcha/Kelly Matos
  • Imagens: Internet

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