Servidores e BM entram em confronto
Na confusão, três pessoas foram detidas pelos PMs. Três pessoas foram detidas durante o confronto entre servidores e Brigada Militar
Cerca de 300 pessoas, entre sindicalistas e servidores estaduais que estavam concentrados em frente à Assembleia Legislativa contra os projetos de ajuste fiscal do governo Sartori, romperam as grades de isolamento e houve confronto entre policiais militares e manifestantes. Na confusão, três pessoas foram detidas pelos PMs. A Brigada Militar montou um cordão de isolamento junto ao prédio e impede o acesso dos servidores que estão na Praça da Matriz. Os manifestantes querem ingressar na Assembleia para acompanhar a votação, mas a porta de acesso está bloqueada por determinação da Presidência da Casa. Os PMs do Batalhão de Choque usaram spray de pimenta para controlar a situação e alguns servidores foram agredidos com cassetetes. Após a confusão entre servidores e policiais militares, o comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), coronel Mário Ikeda, afirmou que a força foi usada a partir do momento que houve hostilidade por parte dos manifestantes. “Aproximamos e afastamos os manifestantes para restabelecer o cordão de isolamento. Nós usamos a força porque tentaram furar o bloqueio, que até então era pacífico”, afirmou Ikeda. Segundo o coronel, policiais militares teriam sido atingido por pedras, que teriam sido arremessadas por manifestantes. “Vamos manter o cordão de isolamento o tempo que for necessário. Queremos é organizar as filas para o recebimento das senhas para Assembleia”, acrescentou. Os partidos de oposição obtiveram liminar da Justiça que garante acesso do público externo nas dependências da Assembleia, mas os servidores reclamam que a decisão não está sendo cumprida. A segurança foi reforçada desde ontem devido à votação que ocorre a partir das 14h de projetos do governo, como o aumento do ICMS e extinção das fundações. Dirigentes do Movimento Unificado receberam senhas de acesso às galerias. Após reunião entre o presidente da Assembleia Legislativa, Edson Brum (PMDB) e os líderes sindicais ficou definido que os servidores terão 200 senhas para acessar o Teatro Dante Barone e acompanhar a votação.
- Autor: Au Online
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